Terapia física com luz

Fotobiomodulação com laser terapêutico

Luz em comprimentos de onda e doses selecionados é aplicada ao tecido com objetivo de influenciar processos celulares, sintomas e recuperação.

Aplicador de laser terapêutico sendo usado em uma região dolorosa com proteção ocular
Terapia física com luzImagem ilustrativa

O que é

Como funciona

Fotobiomodulação é o uso terapêutico de luz, geralmente laser ou LED, sem a finalidade de cortar ou cauterizar. Comprimento de onda, potência, energia, área e profundidade mudam o efeito biológico; por isso, “fazer laser” não descreve um protocolo completo.

Como é realizado

O aplicador é posicionado sobre pontos ou áreas definidos na avaliação. A dose é calculada conforme equipamento, tecido e objetivo. Proteção ocular e técnica compatível com a classe do aparelho são obrigatórias.

Qual pode ser o papel

Pode ser considerada como adjuvante em algumas condições musculoesqueléticas, neuropáticas ou dolorosas, buscando reduzir sintomas e facilitar recuperação. Não corrige sozinha fatores mecânicos, metabólicos ou funcionais.

O que a pessoa percebe

A aplicação costuma ser indolor. Alguns equipamentos produzem calor discreto; desconforto térmico deve ser comunicado.

O que mostram os estudos

Evidências e limitações

Os resultados variam bastante entre diagnósticos e parâmetros. Revisões recentes descrevem potencial em algumas populações e falta de benefício clinicamente relevante em outras, como parte dos estudos de dor lombar inespecífica. A condição e a dose importam mais que o nome do aparelho.

Tomazoni et al. — revisão sistemática de fotobiomodulação em dor lombar inespecífica (2020)

Segurança

Cuidados e contraindicações

Proteção ocular é indispensável
A pele e a sensibilidade térmica precisam ser avaliadas
Medicamentos fotossensibilizantes e condições específicas devem ser informados
A região, a dose e a classe do equipamento definem os cuidados

Perguntas frequentes

O que costuma gerar dúvida

Laser terapêutico é o mesmo que laser cirúrgico?+

Não. A finalidade, potência e interação com o tecido são diferentes.

Quanto maior a potência, melhor?+

Não. Energia e dose precisam ser adequadas ao alvo. Mais intensidade não significa automaticamente mais benefício.

Pode ser usado para qualquer dor?+

Não. A evidência muda entre condições, e a indicação deve ter um objetivo mensurável.

Conteúdo escrito e revisado por Dr. Rhamon A. Mendonça

Médico da Dor (RQE 19938), Ortopedista (RQE 17889) e especialista em Diagnóstico por Imagem/Ultrassonografia (RQE 18202). Revisão: 25 de agosto de 2026.

Conteúdo educativo. Não estabelece indicação, protocolo ou promessa de resultado. A decisão depende de avaliação clínica, contraindicações, alternativas e objetivos individuais.

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