Neuromodulação autonômica não invasiva
taVNS: estimulação transcutânea auricular do nervo vago
Um estímulo elétrico de baixa intensidade é aplicado em uma região específica da orelha relacionada ao ramo auricular do nervo vago.

O que é
Como funciona
A taVNS busca acessar, pela orelha, vias que participam da regulação autonômica e do processamento central da dor. É diferente dos estimuladores vagais implantáveis: não exige cirurgia e utiliza eletrodos de superfície ou acessórios auriculares.
Como é realizado
O ponto de aplicação, a frequência, a largura de pulso, a intensidade e o tempo de sessão fazem parte do protocolo. O estímulo costuma ser ajustado para ser perceptível e tolerável, sem produzir dor intensa.
Qual pode ser o papel
Pode ser discutida como adjuvante em determinados quadros persistentes, cefaleias ou situações em que autorregulação e sensibilidade aumentada fazem parte do mapa clínico. Não é um tratamento universal para estresse ou dor.
O que a pessoa percebe
A pessoa pode perceber pulsação, formigamento ou pressão discreta na orelha. A intensidade é ajustada durante a sessão e a pele deve ser observada.
O que mostram os estudos
Evidências e limitações
Revisões recentes mostram resultados promissores para intensidade dolorosa, mas também heterogeneidade relevante e poucos estudos para alguns diagnósticos. Parâmetros ideais, duração dos efeitos e seleção de pacientes ainda estão em desenvolvimento.
Costa et al. — revisão sistemática e metanálise de estimulação vagal transcutânea em dor crônica (2024)Segurança
Cuidados e contraindicações
Perguntas frequentes
O que costuma gerar dúvida
taVNS é o mesmo que auriculoterapia?+
Não. Ambas utilizam a orelha, mas a taVNS procura estimular eletricamente uma região relacionada ao ramo auricular do nervo vago com parâmetros definidos.
Serve para qualquer dor crônica?+
Não. A evidência e os protocolos variam entre condições, e a indicação precisa ter um objetivo clínico claro.
É uma técnica invasiva?+
Não. Na forma transcutânea auricular, o estímulo é aplicado pela superfície da orelha.
Conteúdo escrito e revisado por Dr. Rhamon A. Mendonça
Médico da Dor (RQE 19938), Ortopedista (RQE 17889) e especialista em Diagnóstico por Imagem/Ultrassonografia (RQE 18202). Revisão: 25 de agosto de 2026.
Conteúdo educativo. Não estabelece indicação, protocolo ou promessa de resultado. A decisão depende de avaliação clínica, contraindicações, alternativas e objetivos individuais.